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Os 5 spin offs mais bizarros de grandes franquias

Quando uma franquia começa a ficar muito famosa, é esperado que saiam produtos derivados, os spin offs. Normalmente isso é feito para que a série alcance um público ainda maior. Seja com títulos em outras plataformas, adaptações para outras mídias ou mesmo jogos que fogem do gênero original da série, nós temos vários exemplos de como isso pode dar certo. Mas alguns desses games acabaram caindo no esquecimento, as vezes pela qualidade duvidosa, outras por serem lançados em consoles que não fizeram muito sucesso. E aqui temos cinco destes exemplos menos populares.

Typing of the Dead

The House of the Dead é uma série de tiro da SEGA que surgiu em 1996. Todo mundo já viu pelo menos uma vez uma daquelas máquinas com duas pistolas onde os jogadores enfrentam zumbis nos arcades. E ela ganhou diversas sequências e ports para consoles como o Dreamcast, Playstation 2 e Wii. E em 99, uma divisão da SEGA chamada WoW Entertainment (nenhuma relação com a Blizzard) criou a versão mais inesperada de um jogo onde você atira em zumbis: Typing of the Dead: Um jogo onde você ataca os monstros digitando palavras.

Sim, ele era como aquelas aulas de datilografia que todo mundo fez em algum cursinho antigo de informática, mas com zumbis. E sim, a versão inicial do jogo foi lançada nos fliperamas japoneses, o que quer dizer que os gabinetes tinham dois teclados ao invés de pistolas! Nas versões de console os personagens também andavam pra lá e pra cá com mochilinhas e teclados. Apesar de parecer absurdo, o jogo teve uma ótima recepção da crítica, chegando a receber uma nota 35 da revista japonesa Famitsu, e ganhou duas continuações. Sendo a última delas baseadas em House of the Dead: Overkill.

Chocobo Racing

Final Fantasy é um dos maiores marcos dos RPGs. E gostando ou não dos atuais, é preciso admitir que a série continua com tudo. Ela também já virou MMO, jogo de luta, de pescaria em Realidade Virtual, e um jogo de corrida a lá Mario Kart. Mas nada de personagens específicos de algum título, aqui você controla Chocobos, Mogles e outros tipos de bichinhos relacionados à franquia. O game era bem completo, contando inclusive com um modo história com a presença do Cid, o único nome recorrente da franquia.

Chocobo racing trazia tudo o que você esperava de um game desse estilo na época: itens na pista, corredores com poderes específicos e uma ambientação com a cara de Final Fantasy. Porém, o jogo acabou não sendo tão reconhecido quanto, digamos, Crash Team Racing, outro game lançado para o PSOne no mesmo ano. Vale lembrar que ambos foram lançados 3 anos depois de Mario Kart 64, então o critério de comparação era bem alto.

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MegaMan Soccer

A ideia de um jogo de futebol com robôs soa muito interessante. E na época do Super Nintendo, quando tínhamos títulos como International Super Star Soccer, poderia dar muito certo. E esta ideia tinha potencial! Você montava um time escolhendo entre diversos robôs da série Megaman, cada um com seu poder específico. Mas a graça fica por aí.

 

Por algum motivo, os controles do jogo são muito lentos. Duvido que fosse a intenção, mas a sensação era de que você realmente controlava toneladas de aço… embaixo d’água. Isso sem falar que as hitboxes não eram nem um pouco confiáveis, as vezes a bola parecia atravessar o seu personagem, em outras ela grudava no jogador. É por isso que provavelmente MegaMan Soccer entra na lista de piores coisas que a Capcom já fez com o Megaman. Uma lista bem grande, diga-se de passagem.

 

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Mario is Missing

Ok, se a gente for puxar toda a franquia do Mario, daria pra fazer uma lista inteira com jogos pouco conhecidos. De games para aprender a digitar a outros baseados em passatempos japoneses obscuros, passando por cartuchos de gameboy que funcionavam com máquinas de costura. E como tive que escolher apenas um desta lista inteira, decidi por Mario is Missing. Sim, um jogo do Mario, onde o “Mario está desaparecido”. Luigi já está acostumado a ser protagonista em alguns jogos da série, mas esse foi provavelmente um dos primeiros.

No jogo Mario é raptado e você deve viajar pelo mundo para resgatá-lo. E nesse caso, é viajando pelo planeta Terra mesmo, não o Reino do Cogumelo. Luigi deve passar por vários países diferentes, recuperando itens roubados e devolvendo aos locais de origem. Na verdade, ele era um game educativo, e você precisava testar seus conhecimentos em geografia e história localizando os monumentos específicos de uma cidade e respondendo perguntas. E eventualmente esmagar koopas aqui e ali. A Nintendo hoje em dia parece muito mais cuidadosa com o nível de qualidade das suas franquias, porque a arte desse jogo é assustadora. Principalmente se falarmos da versão de PC.

 

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Legend of Zelda CD-I

O Philips CDI é um aparelho bastante desconhecido do público geral, tanto que qualquer jogo lançado para ele poderia entrar nesta lista. Inclusive temos jogos do Mario para ele. Mas tem uma trilogia inteira que merece o primeiro lugar. A imagem acima pode parecer um desenho infantil de alguém que tentou representar os personagens de Legend of Zelda, mas não, esse é o estilo visual de um dos jogos.

Os dois primeiros são Link: Faces of Evil e Zelda: The Wand of Gamelon, e por incrível que pareça, SIM, você controla Zelda no segundo jogo, e não Link. Ambos são games de plataforma 2D, com Ganon como principal vilão, tendo capturado Zelda e Link respectivamente. A animação foi terceirizada para um estúdio Russo, e é por isso que as CGs tem esse estilo tão… peculiar. Já Zelda’s Adventure foge do estilo plataforma para a jogabilidade com a câmera do alto, nos moldes de Link to the Past, mas com cenas em Live Action. Nenhum dos três títulos foi desenvolvido pela Nintendo de fato, e talvez isso explique muito porque ela não joga mais suas franquias nas mãos de outras desenvolvedoras.

 

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A lista não acaba por aí, inúmeras franquias já se aventuraram em terreno desconhecido. Metal Gear tem um jogo de cartas, o RPG Persona tem um game de dança, e por aí vai. Como disse antes, vários desses jogos são feitos com o intuito de atrair novas audiências, e acabam falhando. Mas ocasionalmente alguns destes títulos caem na graça do público, seja por terem sido muito bem produzidos, ou por serem tão bizarros que a nossa curiosidade não deixa a gente largar o jogo, como no caso do Typing of the Dead.

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